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Bodyspace
By Bruno Silva
04 April 2011

Duo de Cincinati constituido por Jon Lorenz (saxofone) e John Rich (clarinete), que desde 2007 tem vindo a construir um corpo de obra imenso em editoras como a American Tapes ou a Excite Bike e chega à Dromos com Caustic Gate envolto em mantas de distorção. Com um sucinto nome a sugestionar de forma assertiva aquilo que têm vindo a fazer, Caustic Gate é uma terra de ninguém que escapa ao free jazz com recurso a uma manipulação extremada das potencialidades dos dois instrumentos ao ponto do não reconhecimento. Sem forçar comparações inusitadas, poder-se-á encontrar um presciente ideológico na totalidade dos Borbetomagus filtrada pelas tácticas noise características de alguém como o John Wiese ou Aaron Dilloway. "Collision Cleansed" descreve arcos de distorção feérica assentes no duelo possível entre os dois músicos que nunca cede ao militantismo de chamada-resposta. Antes na subjugação do som ao seu limite visceral até um final sem vencedores. Adaptando uma narrativa, pode-se pensar numa guerra que descamba no ambiente desolador de "Current Residue". Com os sopros a assumirem a criação de um drone povoado por war cries sibilinos que nunca sucumbe na sua maior rarefacção. Nem à contemplação letárgica. Antes na perpetuação durante 15 minutos de uma mesma terra de ninguém por uma via eminentemente mais plácida. "Erosive States" condensa em cerca de quatro minutos todos os elementos mais ruidosos do duo até ao ponto de ruptura do feedback. Fechando o portão de um disco cáustico que evita com sapiência a barulheira brute force para se assumir como um objecto de considerável impacto anímico.

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